Dead Rocks, Cuadra flamenca, Sami Bordokan e afins...
É eu surtei. Li meu blog inteiro e o meu blog antigo, e percebi
que tenho um padrão "surtótico", mais ou menos assim: feliz, feliz, normal,
normal, triste, triste, triste pra caralho! Na verdade dá pra colocar isso num
gráfico, onde o pico é sempre no "triste pra caralho", na verdade minha vida é
uma série temporal, com variação sazonal e ciclos. Devo ser bipolar, ou sou
deprimida mesmo...Sei lá, não faço questão de saber. Só sei que preciso
desazonalizar urgente!
Semana passada foi uma loucura, pirei, despirei, decidi,
desdecidi, surtei, chorei, me descabelei. Mas parece que voltei ao meu
comportamento padrão. Padrão conformada. Padrão anestesiada.
Na sexta-feira passada (20/10) fui ao show do Dead Rocks no
Inferno Club lá na Augusta. Não lembro de muita coisa. Sei que antes fui beber
na casa da Laura, sem jantar, pois estou de regime. Bom, na verdade jantei
cervejas e vodkas mil. Fomos literalmente para o "Inferno". Cheguei lá e já dei
de cara com o infeliz que fudeu com meu coração no ano passado. Ele e sua
namoradinha 10 anos mais nova, que parecia uma paquita mirim travestida. E olha
que já chorei horrores em frente ao micro porque achei ela tão linda nas fotos
do orkut. Ao vivo, um lixo. O pior é ver a decadência do infeliz, que tem quase
30 anos, querendo passar por um emo adolescente. Até que ponto um ser humano
pode chegar...Mas o que importa que não me afetou. Achei que ao ver o anta com a
teenager eu fosse entrar em depressão profunda...Nada disso aconteceu. Somente
indiferença...Ponto pra mim, significa que finalmente superei! O resto da noite
foi uma loucura só e opto em não escrever a segunda parte, porque é muito
complexa e delicada. Prefiro ver o que vai acontecer para depois poder escrever
aqui.
No sábado,só para não perder o costume, fui na
Trash80's.
No domingo aconteceu um fato raro, eu cozinhei. Pois é. Isso
acontece 1 vez a cada 6 anos. Fiz um estrogonofe. E até que ficou bom. A noite
fui assistir flamenco no Café Piu Piu, a companhia de dança Cuadra Flamenca.
Ainda bem que fui, pois andava tão desmotivada com minhas aulas de flamenco,
mais faltava do que ia. Aí assisti a apresentação, que foi tão linda e fiquei
novamente animada a voltar para minhas aulas...
E Ontem fui ao sesc paulista assistir a apresentação do músico
libanês Sami Bordokan. Foi legal. Música árabe clássica. O Sami Bordokan toca
alaúde que é uma violinha gordinha de 5 cordas. Ele arrasou, fazia umas
escalinhas infernais no alaúde, tenho certeza que se meu irmão estivesse lá iria
pagar um pau. No derbaki (uma espécie de tamborim que se toca sentado com ele
apoiado no joelho) estava o William Bordokan e no kanun (uma harpa deitada que
parece uma mesinha de som) estava o Cláudio Queiroz. Os músicos são muito bons e
foi uma boa experiência, pois nas baladas árabes que costumo ir só rola música
árabe popular (baladi). Música clássica sempre é mais complexa, achei diferente.
Gostei...
Chegando em casa, tomei 4 comprimidos de naldecon noite, chapei
e quase morri. Acordei hoje falando enrolado, mas o que importa que já me sinto
melhor da gripe. Ando me sentindo estranha, mas isso é normal.
Huhauhuahuahuhauha.
Ahhhh e mudando de assunto, chegou o meu cd da banda curitibana
Wandula. Eu estou tão apaixonada pelo cd que estou ouvindo ele a 6 dias sem
parar. Músicas lindas, algumas me fazem lembrar um pouco da trilha sonora do
filme Amelie Poulain.
Escrito por Angel às 12h42
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