DEVANEIOS
Vocês já se imaginaram fazendo coisas totalmente non sense? Na quarta passada estava indo para minha aula de flamenco e para ir pro metrô passo em frente a uma loja de CDs. E sempre tem alguma música rolando no último volume. Na quarta era "Pussycat Dolls". Me deu uma vontade incontrolável de dançar em frente a loja. E comecei a imaginar que conforme eu começasse a dançar, todos que estavam ali também iam começar a dançar! O tiozinho que vende passes, a vózinha que estava passando com o seu netinho, a moça loira, etc. Que nem em musical. Tod mundo dançando.Sucesso.
Eu sempre tenho devaneios assim. Várias vezes pego o elevador com outras pessoas e imagino situações estranhas...Me imagino tendo um acesso de riso histérico do nada, ou falando algo totalmente surreal, tipo: "Hoje estou usando calcinha vermelha e você?". Tenho 2 amigos que tem a imaginação tão fértil quanto a minha: a Alexa e o Cavi. Deliramos imaginando situações pra lá de estranhas. Lembro na época da faculdade, estava na fila do R.U. com o Cavi e o menu do dia era alguma gororóba acompanhada de purê. O Cavi virou pra mim e falou: "Angela, sabe como esse purê foi feito?" e eu: "Como?" e ele começou: "Sabe o Bigode (Bigode era um funcionário do RU)? Então, você já viu ele de chinelo? Já viu como o pé dele é nojento? Então, os cozinheiros põem as batatas numa bacia beeeem grande e o Bigode vai pisando nas batatas pra fazer o purê, e conforme ele vai pisando nas batatas elas vão entrando pelos vãos dos dedos do pé dele...", credo!!!!!!Desde então nunca mais comi purê no RU, pois toda vez vinha aquela cena de horror na minha mente.
Outra viagem boa, fui eu e a Alexa, em véspera de prova do Diniz (que era um professor que ferrava todo mundo), eu e ela já havíamos estudado feito loucas e já não aguentávamos mais. E a gente tinha estudado um tópico (que havíamos considerado importante) mais do que os outros, lembro até hoje, era o quadro da ANOVA (Análise de Variância). Sabíamos tudo de ANOVA. Quando a Alexandra começou a imaginar a possibilidade de não cair nada de ANOVA na prova, ela falou pra mim: "Angela, imagina? Eu pego a prova e começo ler as questões, uma a uma, e vejo que não caiu nada de ANOVA. Levanto insana da minha carteira e grito insandecida: "NÃO CAIU ANOVAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!", vou para a frente da classe jogo a prova na cara do Diniz, arranco a roupa e saio correndo AT4 afora (AT4 é um dos prédios da UFSCar que tínhamos aula), todo mundo se levanta e sai correndo atrás de mim pra ver o que vou fazer, e um vai avisando o outro e no final o AT4 inteiro está correndo atrás de mim, eu lá correndo peladona, surtada e gritando, puxando os cabelos. Só sei que corro até o laguinho e me atiro água a dentro. E todos se entreolham e se jogam também!" , gente, nunca ri tanto em minha vida, pois a gente começou a imaginar a surrealidade da cena.
Outra viagem do Cavi (as melhores viagens do Cavi aconteciam na hora do almoço, na fila do RU): não sei por que cargas d'água ele ficou puto com alguma coisa na hora do almoço, não lembro, acho que ele pediu um pouco mais de alguma comida e o funcionário miguelou. E ele já começou a imaginar a cena: "Ah é? Vai miguelar????" ele jogando a bandeja na cara do funcionário e subindo no balcão e chutando tudo, pegando comida e jogando na multidão, e eu rebelde dando uma bandejada na cara de uma infeliz que eu não gostava, e o povo começando um briga inferbal, voando comida e bandejas para todos os lados, aluno se engalfinhando com professores, professores se engalfinhando com funcionários do RU, etc. Eu eu ficava lá imaginando a cena, com sorriso nos lábios!
Pois é, imaginação fértil é foda. Sou assim até hoje.
Escrito por Angel às 18h39
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